As Tautologias Fundamentais do Ser

b3645-paradox

O que é, é.

O que não é, não é.

O que está, está.

O que não está, deixe estar.

Uma coisa não é outra coisa.

Muito pelo contrário.

Uma coisa é uma coisa.

Outra coisa é outra coisa.

E a mesma coisa é tudo a mesma coisa.

Tudo que sobe, sobe.

Não necessariamente desce. Às vezes até desce.

Agora, tudo o que desce, desce.

Eu sou eu mesmo, e vice-versa.

Você é você mesmo, e não outro alguém.

Outro alguém é outro alguém.

Mas nós somos nós.

E eles são eles, veja bem.

Ou seja, todo mundo é todo mundo.

E ninguém é ninguém.

Ninguém é de ninguém só se ninguém for de si mesmo.

Se ninguém é de ninguém, alguém é de alguém?

Talvez.

Quem foi, foi. Quem não foi, perdeu.
Pois o que foi, já era.

Um sapo cururu é um sapo cururu.

Não se pode ser claro o bastante a respeito.

Um sapo cururu não é um cinzeiro.

Um sapo cururu não é um Boeing 737.

Um sapo cururu não é um projeto de emenda constitucional.

Um sapo cururu é um sapo cururu.

Não é o sentido da vida, não é o segredo da felicidade, não te faz melhor do que ninguém.

O mesmo se diga dos elefantes, do trabalho, das cigarras, de um casamento ou da política externa.

A política externa não é um sapo cururu, nunca se esqueça disso.

Nem um Boeing 737.

Nem um projeto de emenda constitucional.

Do mesmo modo,

Um homem é um homem.

Uma mulher é uma mulher.

Um menino é um menino.

E um jacaré é um jacaré.

Agora, se o homem é homem,

Se a mulher é mulher,

Se o menino é menino,

Se o jacaré é jacaré,

Sei lá eu!

Ora porra.

Eu só sei o que eu sei.

 E o que eu sei, eu sei.

O que eu não sei, não sei.

O que eu gostaria de saber é o que eu gostaria de saber.

O que eu não gostaria de saber, eu não gostaria de saber.

Não sei se o que eu sei é o que eu gostaria de saber.

Ou se eu sei o que eu não gostaria de saber.

Posso até querer saber o que não sei.

Mas é difícil querer não saber o que já sei.

Posso tentar esquecer, pelo menos.

Se eu me lembrar de fazer isso depois.

Só sei que saber que nada sei já é saber alguma coisa.

Ou seja, eu não sei que só sei que nada sei.

Eu sei que sei.

Eu não sei de nada nem de tudo.

Mas voltando,

Uma mentira é uma mentira.

Uma verdade é uma verdade.

Um tolete é um tolete.

E por incrível que pareça, um chinês anão é um chinês anão.

Eu confesso que nunca vi um.

Mas talvez exista.

O que talvez exista, talvez exista.

Mas o que quer que seja, é o que quer que seja.

Não o contrário.

Resumindo:

Tudo é tudo.

Nada é nada.

Tudo não é nada.

Nada não é tudo.

O Kant é o Kant.

E aquele menino ali é aquele menino ali.

Desce daí, menino véi!

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2 Respostas para “As Tautologias Fundamentais do Ser

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